Planilha: como criar microcredenciais para seu curso
Microcredencial é o reconhecimento de uma competência específica, entregue por etapa do curso — não só no final. Em vez de um certificado só na conclusão total, cada módulo relevante vira uma credencial própria, com nome e critério claros. É a diferença entre "terminou o curso" e "provou que sabe fazer X".
O problema não é o certificado. É o que ele mede
Curso inteiro, um certificado só, no final. Se o aluno desiste no módulo 3, ele sai sem nada — nem o que já conseguiu fica registrado. Isso mata duas coisas ao mesmo tempo: a motivação de quem está no meio do caminho e a prova de valor que você poderia estar entregando módulo a módulo.
Microcredencial resolve isso quebrando o curso em pedaços reconhecíveis. Cada módulo que ensina uma competência de verdade vira uma credencial própria — com nome, critério e peso. O aluno sente o progresso antes de terminar tudo. E você tem prova de entrega em cada etapa, não só no fim.
Quem já está fazendo isso
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) abriu inscrições para cursos com certificação eletrônica compartilhável no LinkedIn, com selo institucional embutido. Não é o diploma final do curso — é o reconhecimento de uma formação específica, pensado pra circular fora da instituição, na rede de quem conquistou.
É esse o movimento: quebrar a formação grande em pedaços que fazem sentido sozinhos. Cada pedaço vira algo que a pessoa pode mostrar antes de terminar o curso inteiro.
A planilha: divida seu curso em 4 colunas
Pegue o conteúdo programático do seu curso e preencha essa tabela, módulo por módulo. Não precisa fazer pra todos — comece pelos módulos que ensinam uma competência que alguém de fora reconheceria como valiosa.
| Módulo do curso | O que o aluno consegue fazer ao final | Nome da microcredencial | Critério pra emitir |
|---|---|---|---|
| Fotografia — módulo de luz natural | Fotografar retrato usando só luz do ambiente | Fotografia com Luz Natural | Entregou 5 fotos aprovadas pelo instrutor |
| Inglês — módulo conversação nível 2 | Sustentar uma conversa de 5 minutos sem tradução | Conversação em Inglês — Nível 2 | Passou na prova oral gravada |
| Vendas — módulo de negociação | Fechar uma objeção de preço sem dar desconto | Negociação Comercial | Simulação avaliada com nota mínima |
| Dança — módulo de coreografia intermediária | Executar a sequência completa em grupo | Coreografia Intermediária | Apresentação no encontro presencial |
| Treinamento interno — módulo NR de segurança | Aplicar o procedimento correto de EPI | Segurança Operacional — Módulo 1 | Prova prática com o supervisor |
Preencha as suas linhas com o conteúdo real do seu curso. O ponto não é ter uma credencial pra cada aula — é ter uma pra cada competência que vale a pena mostrar sozinha.
Como nomear sem errar a mão
Nome de microcredencial não é nome de módulo. "Aula 4" não diz nada pra quem vê no LinkedIn. O nome precisa responder "o que essa pessoa sabe fazer" em poucas palavras.
- Comece pelo verbo ou pela competência, não pelo número da aula: "Negociação Comercial", não "Módulo 4"
- Se o curso tem progressão, numere a competência, não a aula: "Inglês — Nível 2", não "Semana 6"
- Evite nome genérico demais ("Participação", "Conclusão Parcial") — isso não é prova de nada
O critério é o que separa credencial de diploma de participação
Sem critério, microcredencial vira canudo de presença — e ninguém confia em canudo de presença. Antes de emitir, pergunte pra cada linha da sua planilha:
- Isso prova que a pessoa fez alguma coisa, ou só que ela assistiu?
- Alguém de fora do curso entenderia o que essa credencial significa?
- Dá pra verificar depois se for questionado?
Se a resposta for não pra qualquer uma, o critério ainda não está pronto — volte e defina uma entrega, prova ou avaliação concreta antes de emitir.
Não precisa trocar de sistema pra começar
Você não precisa esperar reformular o curso inteiro pra testar isso. Comece com um módulo só, o que tiver a entrega mais fácil de avaliar. Emita a credencial pra quem já passou por ele nas últimas turmas — não precisa ser só pra quem está começando agora.
É aí que entra o que a That's Me resolve: você não muda o jeito que ensina, só adiciona o reconhecimento por etapa. Cada microcredencial emitida já sai com página própria, verificável, pronta pra o aluno postar — e de lá, o próximo módulo aparece como o passo lógico seguinte.
Perguntas frequentes
Microcredencial substitui o certificado final do curso?
Não. O certificado final continua marcando a conclusão do curso inteiro. A microcredencial reconhece uma competência específica, entregue no meio do caminho — as duas coisas convivem.
Preciso trocar de plataforma pra emitir microcredenciais?
Não precisa. Comece testando com um módulo e as turmas que já passaram por ele, sem mexer no resto do curso.
Quantas microcredenciais um curso deve ter?
Não existe número fixo. Comece pelos módulos que ensinam uma competência que alguém de fora reconheceria como valiosa — geralmente são 3 a 6 num curso médio, não um por aula.
Funciona pra curso presencial ou só EAD?
Funciona pra qualquer formato — curso online, presencial, treinamento corporativo, oficina cultural ou prova esportiva. O critério muda (prova prática, avaliação, entrega), a lógica é a mesma.
O que fazer se o aluno não completou o módulo inteiro?
Não emita a credencial. O critério existe justamente pra isso — microcredencial sem critério cumprido vira diploma de presença, e perde o valor de prova.
- Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) — cursos com certificação eletrônica compartilhável no LinkedIn
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